CARLITO LIMA - Escritor |

CARLITO LIMA
Escritor
Ex-capitão do Exército, ex-prefeito de Barra
de S. Miguel (Al), engenheiro, ambientalista, descobriu seu talento de escritor
só aos 61 anos quando em 2001, por insistência de amigos, foi
editado seu primeiro livro de memórias, testemunho sóbrio, meticuloso,
forte, sincero, humano e bem humorado: “CONFISSÕES DE UM CAPITÃO”.
Destemido depoimento de um oficial do Exército com enfoque especial
sobre 1964. Carlito Lima servia na 2ª Cia de Guardas no Recife, teve
convivência com presos políticos como Arraes, Julião,
Paulo Freire, Pelópidas Silveira, Gregório Bezerra entre outros.
A revista paulista CULT, colocou CONFISSÕES DE UM CAPITÃO, entre
os 14 melhores livros na bibliografia sobre o golpe militar de 1964.
O livro foi sucesso em todo o Brasil após entrevista de Carlito Lima
no programa do Jô Soares.
Descoberto como excelente contador de história, escreve há cinco
anos uma coluna semanal, HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA, em vários
jornais com histórias bem humoradas da vida real.
Em 2005 começou a editar a revista eletrônica semanal ESPIA na
Internet com opiniões, dicas, notícias e muito bom humor, enviada
por E-Mail. Fazendo sucesso nas páginas virtuais.
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Livros editados de Carlito Lima:
CONFISSÕES DE UM CAPITÃO
– Ed.Garamond - Rio - 2001
Memória: O único livro com depoimentos sobre 1964,
de um então tenente na época que teve participação
ativa no Recife.
Prefácio: Vladimir Palmeira

COMÉDIAS MUNDANAS
- Ed.Mastergraphy - Maceió- 2002
Contos: crônicas. Histórias bem humoradas do cotidiano
Prefácio: Sávio Almeida
NORDESTE INDEPENDENTE – Ed. GARAMOND
- Rio- 2003
Contos: crônicas. Histórias bem humoradas do cotidiano
Prefácio: Cacá Diégues

HISTÓRIAS DO DUQUE DE JARAGUÁ
– Ed.Bagaço - Recife - 2005
Contos: crônicas. Histórias bem humoradas do cotidiano
Prefácio: Ronaldo Lessa
ANUÁRIO DA ESPIA –
Ed. Nossa Livraria – Recife -2006
Coletânea da revista eletrônica ESPIA editada em 2005.
Compra de livro pela Internet: www.nossalivraria.com.br
Contato com Carlito Lima para palestras, debates, eventos: 082-33257644 / 99810199.
E-Mail: carlitoplima@uol.com.br
carlitoplima@uol.com.br / www.capita.blogger.com.br / www.espia.blogger.com.br ARTES GRÁFICAS: ARQUITETA CAROLINA LIMA. COLABORAÇÃO: LEITORES
¿Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo. Nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra.¿ Mário Lago
OPINIÃO DE ÉLIO GÁSPARI ( Roubada do Jornal da Besta)A apoteose patrimonial de Lula, cujo ervanário passou de R$ 423 mil em 2002 para R$ 839 mil (um crescimento de 98%), é um monumento ao privilégio, à gulodice e à soberba. Reeleito, Lula se transformará num declarado milionário lá pelo segundo semestre do ano que vem. Nosso Guia enriqueceu em 2003, quando decidiu acumular a pensão de R$ 3.862 da Bolsa-Ditadura que recebe desde 1996 com o salário de presidente da República (R$ 6.830 líquidos). Lula tinha 51 anos quando aliviou seu orçamento com a Bolsa-Ditadura, por conta da perda de um mandato sindical e de 51 dias de cadeia, sofridos em maio de 1980. Para colocar a ditadura no seu devido lugar, vale lembrar que nessa época o AI-5 já fora ao lixo e o presidente João Figueiredo sancionara a lei da anistia. Leonel Brizola e Luiz Carlos Prestes (PCB) já haviam voltado ao Brasil. Lula fundara o PT em fevereiro. Nosso Guia achou que tinha direito a um conforto e a lei deu-lhe razão.
PAÍS CIVILIZADO É OUTRA COISA
Ben Bradshaw (foto), ministro para o Desenvolvimento Local e Bem-Estar Marinho e Animal da Inglaterra, casou-se com seu companheiro, o jornalista Neal Dalgleish. Esta é a primeira vez que um ministro gay se casa com outro homem no país. A cerimônia ocorreu no condado de Herefordshire . "É um grande conforto para mim e para dezenas de milhares de outras pessoas poder contar com a lei a nosso favor", disse.
BANDEIRA
Quando estás vestida, ninguém imagina os mundos que escondes sob tua roupa. Se nua, teus olhos ficam nus também; Teu olhar mais longo, mais lento, mais líquido. Então, dentro deles, bóio, nado, salto. Baixo num mergulho perpendicular! Baixo até o mais fundo de teu ser, lá onde me sorri tua alma. Nua, nua, nua.
PERGUNTA DE MULHER
Muitas vezes, acostumadas a portar esses air-bags conosco o tempo todo, nos esquecemos de como os seios são quase divinos. Seios parecem ser tão misteriosos, que cientistas debatem apaixonadamente qual seria a razão das fêmeas humanas possuírem seios fartos mesmo quando não estão amamentando. Sim, porque nossas primas macacas, a exemplo de outras fêmeas mamíferas, só têm seios estufados no período em que amamentam seus filhotes. Ou seja: fora da fase de lactação. Fêmeas mamíferas são como tábuas. Por que então nós, humanas, desenvolvemos seios fartos e gostosos em período integral?
LIVRO DO CACÁ - Um inventário sobre a arte de fazer cinema Para quem pretende fazer cinema ou é louco por cinema, e para qualquer simples mortal, está imperdível o livro de Cacá Diegues, O DIÁRIO DE DEUS, onde conta problemas, idéias, histórias, descobertas na fabricação do filme DEUS É BRASILERO, filmado em Alagoas. Na página 176 ele escreve: ¿42º dia ¿ 22 de novembro - ... Carlito Lima, meu amigo de infância na avenida da Paz, em Maceió, veio nos visitar no Peba. Ele era capitão do Exército, quando houve o golpe militar de 1964. por acaso, Carlito tornou-se carcereiro de Miguel Arraes e outros políticos presos em Recife, ficou amigos deles. Deixou o Exército decepcionado com o que estava acontecendo. Agora acaba de publicar seu livro de lembrança dessa época, CONFISSÕES DE UM CAPITÃO, para o qual escrevi uma orelha. Ele trouxe o livro para mim e para quem mais encontrasse por aqui. Acabou fazendo amizade com Antônio Fagundes, passando a maior parte do tempo na pousada a lhe contar histórias com graça e habilidade que sempre encantou seus amigos. Carlito me pediu que tirasse uma foto dele concedendo autógrafo a Fagundes. Essa foto vai fazer sucesso na imprensa alagoana!
O Duque de Jaraguá entrando na história do cinema nacional.
NOVA TECNOLOGIA
Uma nova geração de parceira sexual artificial promete roubar o lugar das tradicionais bonecas infláveis, após ter sido apresentada na 10ª Convenção Erótica de Los Angeles, a grande feira do setor na capital mundial da pornografia.Trata-se de Leeloo, uma boneca de silicone cujo protótipo foi apresentado pela californiana "My party doll". "É a melhor que já experimentei", disse um "especialista" em bonecas infláveis. Leeloo recebeu este nome em homenagem ao personagem de Milla Jovovich no filme de ficção "O Quinto Elemento" (1997), de Luc Besson. "Leeloo não é como as velhas bonecas (infláveis) que estouram, é tão sólida que até pode servir como macaco para erguer um carro".
DICAS
DOCE LEMBRANÇA ¿ Livro do jornalista JOSÉ ALBERTO COSTA, o JAC, são crônicas, contos, muito bem escritos. O Zéalberto nos delicia com histórias maravilhosas de sua vida. Foi Secretário de Comunicação do governador Theobaldo Barbosa, suas memórias fazem parte da História das Alagoas.
I Curso de Mitologia Grega - Nos dias 14, 15, 21 e 22 deste mês acontece o I Curso de Mitologia Grega, com o tema ¿A comunicação simbólica dos antigos¿, que objetiva estudar os principais elementos míticos que sustentam a semiótica mitológica ocidental. Local: Auditório da Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (Esamc). Inscrição: R$ 60,00. Tel.: 9933-1830.
A Lição - No dia 15 de julho às 20:30 a estréia do espetáculo A Lição, no Teatro de Arena Sérgio Cardoso (anexo ao Deodoro). Dirigido, traduzido e adaptado por Lael Correa, o texto, é de Eugène Ionesco. Elenco: Aline Marta, José Márcio Passos e Sílvio Sarmento. O espetáculo, permanece em cartaz durante todo o mês de julho, sempre aos sábados (20:30h) e domingos (19h). Ingressos R$ 10,00 inteira e R$ 5,00, estudante.
Confissões de Um Poeta- Lêdo Ivo - A Companhia de Dança Maria Emília Clark apresentará nos dias:14 e 15 de julho no Teatro Deodoro: 17 e 18 de julho no Centro de Convenções, o espetáculo: Confissões de um Poeta- Lêdo Ivo. São 13 atos vinculados a poética, com a participação de um dos grupos mais importante do Nordeste.
Curso Sétima Arte, Linguagem e Trajetória - O cineasta Hermano Figueiredo irá ministrar no Sesc-Centro, do mês de agosto a novembro, das 18h30 às 21h30. O curso aborda a história do cinema até os dias atuais. Inscrições, R$ 10,00 e estão abertas até o dia 30 deste mês. Tel.: 3326-3133.
Curso Leitura, Análise e Escrita do Conto - O artista visual Tchello d¿Barros ministra, no Sesc-Centro, o curso Leitura, Análise e Escrita do Conto. As inscrições estão abertas até o dia 25 deste mês e custam R$ 10,00. O curso será dividido em dois módulos, o 1º acontece nos dias 28, 29 e 30 deste mês e o 2º, nos dias 25, 26 e 27 de agosto. Tel.: 3326-3133.
¿Stagium Dança Chico Buarque¿ - é o espetáculo que o Ballet Stagium, uma das mais importantes companhias de dança do País, apresenta dia 16 deste mês, no Teatro Gustavo Leite, no Centro de Convenções de Maceió. Sessões às 18h e às 21h. Ingressos: de R$ 30,00 a R$ 10,00. Tels.: 3034-0930/8834-3434.
LEILA PINHEIRO E LEURENY ¿ Imperdível. Onde Leu vai, eu vou atrás, e com a Leila vai ser de arrombar! Dia 18 de julho no Teatro Gustavo Leite em Jaraguá. Às 21 h. R$ 14 e R$ 7. 3338-3838
PAULINHO MOSCA E ALLAN BASTOS - No Teatro Deodoro, dia 19 de julho às 21 h. PROJETO ENCONTRO DAS ÁGUAS do valoroso MARCOS ASSUNÇÃO. R$ 20 E r$ 10. 9979-5959.
CINEMA DE ARTE- Sábado 10:30 no Iguatemi: QUEM SOMOS NÓS?
DICA DA GRANDE DAMA DA LITERATURA ALAGONA
Estão abertas as inscrições para o curso As Letras e a Expressão Literária, que será ministrado pela escritora Arriete Vilela. O curso promete propiciar aos participantes uma aproximação com o universo múltiplo das mensagens, além de promover o gosto pela leitura. No Senac Poço, de 17 a 27 de julho, todas as segundas e quintas-feiras, das 9h às 12h. Matrícula R$ 45,00 (taxa única). Mais informações pelo 3216-7800.
PALMAS ¿ Para Alagoas. O historiador Douglas Apratto foi eleito para o Instituto Histórico do Brasil. Mais um alagoano que brilha. Douglas é antes de tudo um cidadão que ama sua terra. Dedicou sua vida à educação e à cultura alagoana. Seus conhecimentos de História têm reconhecimento até no exterior. Esse tipo de homenagem eleva a auto-estima. Alagoas é celeiro de grandes figuras na História do Brasil. Douglas Apratto é nome especial entre os historiadores do Brasil..
VAIA ¿ Para o transporte coletivo urbano. Em minha casa resolvemos ter apenas dois carros para três pessoas. Como a prioridade de uso dos carros é sempre de minha mulher e de minha filha, sobra aqui para esse Duque de Jaraguá pegar o ônibus. Como novo usuário estou analisando às alternativas de transporte. A vaia vai para os ônibus e basta, quem quiser saber o por quê, faça como eu entre nessa aventura de andar de ônibus em Maceió. Vai aqui uma sugestão para o prefeito: Que tal cortar a cidade com ciclovias em seus grandes eixos viários, como a Fernandes Lima, Siqueira Campos, Menino Marcelo, etc... ? A bicicleta é o meio de transporte mais barato do mundo. Para incentivar esse transporte basta construir ciclovias. O povo da grota, cujo grito, elegeu o prefeito, agradeceria muito. O pobre trabalhador gasta quase um terço do salário com transporte. Com dois meses de economia de transporte dá para comprar uma bicicleta. Que tal aproveitar o embalo depois da construção da magnífica ciclovia construída em torno do Hotel Jatiúca?
A TRANSPAL, sindicato mafioso dos donos de empresas de ônibus não vai gostar. Por isso é preciso ter cuião roxo para dar ao povo uma rede de ciclovias, projeto alternativo de custo baixo. E de quebra tem o ganho com a saúde, bicicleta é um excelente exercício aeróbico.
HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA
Carlito lima ¿ o duque de jaraguá
QUEIMARAM MEU FILME
Antigamente uma mulher separada era olhada com desconfiança e preconceito pelas senhoras, e com intenções mais impuras pelos senhores. Quando ela saía na rua, havia comentários maldosos; podia ser a mulher mais honesta do mundo, se fosse separada, a difamação falava mais alto.
Naquela época, um insigne cidadão da província ficou viúvo. Depois de alguns anos, iniciou um namoro com uma senhora que havia se separado do marido. Ela uma intelectual, dama distinta, de alta linhagem. Certa noite, eu menino, deitado na rede em casa, ouvi uma dessas fofoqueiras, que amam futricar a vida dos outros, criticando aquela união proibida pela Igreja. Senti o rancor, a magoa da má amada. Era pura inveja, despeito da solteirona. Tempos depois o casal casou-se. Foram felizes para sempre. A solteirona continuou solteira, virgem, invicta.
É verdadeira a história do Coronel Albuquerque, fazendeiro do Poço das Trincheiras que nos casamentos das filhas advertia com ênfase aos genros: ¿Filha minha não se separa, fica viúva. Não se separa, lembre sempre disso¿.
As bravas mulheres é que saíram à luta em busca de liberdade e direitos. Elas entraram nas faculdades competindo com os homens, entraram no mercado de trabalho. Tornaram-se independentes financeiramente, deram o grito de liberdade. Hoje as mulheres são respeitadas por sua competência e não dependem de homem para sobreviver.
Precisou fazer uma revolução dos costumes para aceitar o desquite. O senador carioca Nelson Carneiro lutou por mais de 30 anos para aprovação da lei do divórcio. A Igreja fazia campanha sistemática contra ele nas eleições. Até que um dia o divórcio foi aprovado. Hoje no Brasil existe mais separação que casamento. Diminuíram os preconceitos, quem se separa vai tentar outra vida, outro amor. É natural. Temos direito à felicidade. Um amigo passou a vida procurando esse amor, teve 11 mulheres. Só recentemente, depois dos 60 anos, ele encontrou afinal sua cara metade, sua alma gêmea, está feliz da vida.
Segurar um casamento é uma arte, às vezes tem que engolir sapo. Fácil é amar as virtudes do companheiro, difícil é aceitar seus defeitos. Ninguém é perfeito. Além dos altos e baixos de um casamento, são demais os perigos dessa vida. Se a mulher é bonita, homens fazem elogios, são amáveis, no fundo é uma cantada para ver se cola. Com os homens também acontecem esses perigos, até com os coroas, semi-usados.
Num sábado à tarde, eu estava na praça Gogó da Ema, saboreando um acarajé do Alagoinha com cerveja geladinha. Sentou-se a meu lado, uma amiga, aliás, uma bela e gostosa quarentona de deixar eunuco entusiasmado. Com um acarajé na mão, deu-me um sorriso, conversamos amenidades. De repente, deixou-me sem ação com sua confissão: ¿Sou sua fã, leio suas crônicas, seus livros, amo o que você escreve. Lhe acho um cara divertido, interessante. Sabe que eu estava afim de você? Mas, outro dia lhe vi caminhando na orla, de mãos dadas com sua mulher. Não tenho problema com homem casado, mas apaixonado pela mulher é demais. Desisti de você meu amigo¿. Sorrindo, levantou-se para pegar o carro, deixou o acarajé para eu pagar, nem respondeu quando perguntei se ainda havia chance.
Eu fiquei com a auto-estima lá em cima, um sessentão, gordo, receber uma declaração dessa, faz bem ao espírito e às fantasias.
Semana passada a competente, dinâmica jornalista da Gazeta, Telma Elita, telefonou-me, estava fazendo uma matéria com pessoas bem casadas, pediu uma entrevista comigo e minha mulher. Com todo prazer passamos uma hora conversando com a Telma no meu apartamento depois do Gilberto Farias bater uma série de fotos. Sábado saiu a boa matéria com muitas fotografias na Gazeta Mulher. Na reportagem confesso que conservar 36 anos de casado foi difícil, foi preciso muito amor, muita aceitação, muita mudança para conservar o casamento. Apesar das diferenças, temos os mesmos princípios de educação e de vida. E que não se pode conviver tanto tempo sem amor.
Durante a semana, onde eu fui, nos bares, no shopping, na praia, no cinema, os amigos, as amigas, até desconhecidos, comentaram a matéria.
Pronto, agora estou lascado! Com essa reportagem nenhuma coroa vai sequer me olhar, massagear meu ego. Resta esperança de alguém não ter lido a Gazeta Mulher. O que acho impossível, é leitura obrigatória da mulherada alagoana. Queimaram meu filme.
* CARLITO LIMA ESCREVE AOS DOMINGOS NA GAZETA DE ALAGOAS, NO CADERNO CIDADES. www.gazetaweb.com
CORRESPONDÊNCIA
Atenção poetas, concorram ao Poema do Mês.
Envie um poema breve de até 14 linhas e selecionaremos o poema do mês de cada país, o mesmo será publicado na página:
Por convite das editoras, o autor selecionado pela Comissão, entre os escolhidos de cada mês, será publicado gratuitamente no livro coletivo Letras de Babel 3, que será apresentado no 8º Encontro aBrace, Uruguai 17 a 24 de março/07
Obrigada
Nina Reis
Enviar para: pilaredi@ig.com.br - visite a página: http://movimientoabrace.blogspot.com/2006/07/abrace-cultura-escritores-vinculos.html
ESPIA ¿ UTILIDADE PÚBLICA
Prezado Carlito,
Necessito do seu apoio para evitar a supressão de árvores ornamentais, em logradouro público.
O caso é o seguinte:
Há 15 anos plantei 08 (oito) amendoeiras, no local destinado à calçada, em um terreno vazio, livre de fiação elétrica e de edificações, defronte de minha casa ( Rua Gal. Newton Andrade Cavalcante, nº09 - Stella Maris - Jatiúca- Maceió/AL). As árvores foram dispostas simetricamente e os espaços entre elas observados conforme as regras.
Hoje, essas amendoeiras estão enormes (cerca de 15 metros) e lindas, para deleite dos moradores dos prédios - Edifico Bálsamo e Edifico Angicos e das pessoas que passam na rua - que usufruem os serviços prestados por elas (oxigênio, sombra, serviços de natureza psicosocial, anteparo contra a poeira, anteparo contra ruídos, abrigo para a avifauna, produção de frutos etc).
Nesse momento, uma construtora ameaçou derrubar essas árvores, para construir um prédio.
Tomei as medidas cabíveis para prevenir danos às plantas. Enviei ofícios (02 anexos) à Delegacia de Repressão aos Crimes Ambientais - DRCA, a SEMPMA, ao IMA, ao IBAMA e, ao Ministério Público Estadual.
A DRCA chamou os empresários e elaborou documento: Termo de Declaração que Presta: Anderson Cunha da Silva", no qual o mesmo promete pedir autorização à SEMPMA, antes do corte.
Ora, entre os interessados estão os outros sócios do negócio, os senhores Nilton Tadeu Lyra e José Tarcízio Oliveira Rocha ( este último é Diretor do Grupo João Lyra), o que me deixa preocupado, pois, seguramente, eles vão conseguir a licença, na SEMPMA, para derrubar as nossas árvores.
Perante a Lei, árvores ornamentais são protegidas. Contudo, não há procedimento preventivo, só corretivo.
Mesmo que eu mobilize a comunidade (02 prédios de frente do terreno), tenho receio de que não seja suficiente para impedir o desastre.
Gostaria que você me ajudasse a mobilizar mais gente. Preciso que se faça barulho (auê).
Amanhã, mandar-te-ei (por e-mail) as fotos das árvores.
Saudações Verdes
José Luiz Malta Argolo
Em Maceió, 10.07.06
Olha aí, gente,
A página do Téo já está na internet.
O endereço é www.teotoniovilelafilho45.can.br
ACESSEM E DIVULGUEM!
Abraços,
Álvaro Machado
Olá Carlito!
Maceió está parecendo outra cidade com as melhorias na Fernandes Lima e Parque Gonçalves Lêdo.Pena é ver a Praça Sinimbú se acabando.
Abraços do leitor Álvaro Menezes
PENÚLTIMA PÁGINA
ORGASMO TRIFÁSICO
Millôr Fernandes
Orgasmo feminino é coisa da qual as mulheres entendem muito pouco e os homens, muito menos. Pelo fato de ser uma reação endócrina que se dá sem expelir nada, não apresenta nenhuma prova evidente de que aconteceu ou se foi simulado.
Orgasmo masculino não! É aquela coisa que todo mundo vê. Deixa o maior flagrante por onde passa. Diante desse mistério, as investigações continuam e muitas pesquisas, são feitas e centenas de livros escritos para esclarecer este gostoso e excitante assunto. Acompanho de perto, aliás, juntinho, este latejante tema
Vi, outro dia, no programa do Jô Soares, uma sexóloga sergipana dando uma entrevista sobre orgasmo feminino. A mulher, que mais parecia a gerente comercial da Walita, falava do corpo como quem apresenta o desempenho de uma nova cafeteira doméstica. Apresentou uma pesquisa que foi feita nos Estados Unidos para medir a descarga elétrica emitida pela ¿Periquita" na hora do orgasmo, e chegou à incrível conclusão de que, na hora "H", a "perseguida" dispara uma descarga de 250.000 microvolts.
Ou seja cinco "pererecas" juntas ligadas na hora do "aimeudeus!" seriam suficientes para acender uma lâmpada. Uma dúzia,então, é capaz de dar partida num Fusca com a bateria arriada. Uma amiga me contou que está treinando para carregar a bateria do telefone celular. Disse que gozou e, tcham, carregou. É preciso ter cuidado porque isso não é mais "xibiu", é torradeira elétrica!
E se der um curto circuito na hora de "virar o zoinho", além de vesgo, a gente sai com mal de Parkinson e coma lingüiça torrada.
Pensei: camisinha agora é pouco, tem de mandar encapar na Pirelli. E na hora "H", não tire o tênis nem pise no chão molhado...
Pode ser pior! É recomendável, meu amigo, na hora que você for molhar o seu "biscoito" lá na canequinha de sua namorada, perguntar: é 110 ou 220 volts? Se não, meu xará, depois do que essa moça falou lá no Jô, pode dar "ovo frito no café da manhã."
Esse país não melhora por absoluta falta de criatividade...
São as mulheres, a solução contra o apagão
Colaboração: PECODA.
ÚLTIMA PÁGINA
A SOBERBA E A COMPETÊNCIA
O futebol é um esporte extraordinário e por essa razão atrai multidões fascinadas em todo mundo. Seguramente constitui-se no maior espetáculo da terra, capaz de galvanizar multidões em todo planeta.
O Futebol tem algumas máximas estabelecidas que explicam esta fascinação que exerce.
A primeira é que não existe equipe imbatível. A segunda é que ganha, na maioria das vezes, a equipe que joga ou
CARLITO
EDIÇÃO Nº. 60 12 a 18 de junho de 2006. Editado por CARLITO LIMA, DUQUE DE JARAGUÁ.
carlitoplima@uol.com.br / www.capita.blogger.com.br / www.espia.blogger.com.br ARTES GRÁFICAS: ARQUITETA CAROLINA LIMA. COLABORAÇÃO: LEITORES "Pênalti só devia ser batido pelo presidente do clube."
Neném Prancha, jogador de futebol de areia de Copacabana e filósofo
A COPA EM SÃO PAULO Seja na tradicional "boca do lixo" da Rua Augusta, nos Jardins ou na Zona Leste, várias casas de São Paulo criaram o serviço vespertino para atender à clientela em ritmo de Copa. "Venha assistir aos jogos em um supertelão e ao lado de uma seleção de lindas garotas. Muita descontração e churrasco free", diz o slogan de uma boate dos Jardins, apelando duplamente para a tentação da carne. No intervalo da partida, acontece o verdadeiro "show do intervalo". Com o telão repetindo os lances do primeiro tempo, Chayane faz rodopios em uma barra, se ajoelha e debruça sobre os marmanjos. É tanta desenvoltura que parece até que ela está na jogada com o zagueiro croata que está na imagem. COPA NA ALEMANHA A Alemanha "importou" do Leste Europeu mais de 40 mil prostitutas, que estão fazendo hora-extra para relaxar torcedores no pré-jogo e festejar no pós-jogo e pós-bebedeira. Organizações feministas da Suécia e dos EUA chegaram a pedir às seleções locais para que não disputassem o torneio porque o país-sede legalizou a prostituição em 2002 e as aproximadamente 400 mil profissionais têm direito ao seguro público de saúde. VANTAGEM DO GORDO Um alemão de 200 kg descobriu que estar acima do peso pode ter suas vantagens. Sobretudo em caso de atropelamentos. A polícia alemã disse que a massa corporal adicional do homem, de 30 anos, impediu que ele sofresse ferimentos fatais quando um carro passou por cima dele. O homem freou bruscamente sua bicicleta em um cruzamento e caiu em frente do carro. Isso realmente o ajudou nesse caso. Alguém mais magro provavelmente não teria tido tanta sorte. O homem deslocou sua bacia - que os médicos recolocaram no lugar - mas, fora isso, sofreu apenas alguns arranhões e uma hemorragia nasal, em decorrência do choque com a parte de baixo do carro.
COPA NA ITÁLIA Segundo nutricionistas italianos, o hábito de assistir às partidas do Mundial em frente à televisão traçando uma pizza com cerveja pode provocar um aumento de peso de até cinco quilos durante os 30 dias da Copa. Este hábito pode ser prejudicial para o físico e representar um acúmulo de até mil calorias por dia, advertem os estraga-prazeres.
Vale ressaltar que essa previsão foi feita considerando-se uma média de duas partidas por dia, num total de 5.760 minutos de transmissão, sem levar em conta os programas esportivos, prorrogações e disputas por pênaltis, etc.
COPA DAS ALEMÔAS As alemãs fizeram uma pesquisa via internet e escolheram os jogadores mais bonitos da copa na seguinte ordem: 1º CRISTIANO (Portugal) ¿ 2º ROQUE SANTA CRUZ (Paraguai) ¿ 3º BECKHAM (Inglaterra) ¿ 4º KAKÁ (BRASIL) . Os Ronaldinhos do Brasil e o Carlito Tevez da Argentina não passaram da 1ª fase. COPA EM MACEIÓ Ainda tem ingresso para assistir o jogo Brasil x Austrália em uma mansão no Tabuleiro, com 3 telões a beira da piscina. Tudo em petit comitê. Apenas 20 convidados a R$ 500 por pessoa. Tendo direito a comida da melhor diretamente de um restaurante de luxo, bebida a vontade, uísque Royal Salut e 20 raparigas escolhidas a dedo para serem sorteadas entre os convidados. Ingressos vendidos às pessoas altamente selecionadas: maiores de 30 anos e boa conta bancária. ENQUETE VIA INTERNET NO BLOG DO NOBLAT O Parreira deve substituir Ronaldo por Robinho desde o início do jogo contra a Austrália? SIM: 66% Não: 34% A ESPIA denuncia mais um crime ambiental: Estão fudendo nossas florestas.
AGRADECIMENTO ¿ Pelo PRÊMIO VERDE 2006¿nos dado pelo Instituto do Meio Ambiente ¿IMA, pela contribuição na melhoria da qualidade de vida no Estado.
DICAS
Agenda Integrada ¿ APL Cultura Jaraguá
REPIAURS do Sesc Poço - Eliezer Setton e a banda Xote.com animam o Arraial do Sesc-Poço. Sexta-feira, dia 16, a partir das 19h. Ingressos: R$ 2,00 a R$ 6,00. Tel.: 2123-2440. No dia 18 tem Tião Marcolino e quadrilha Amanhecer no Sertão, às 12h (Sesc Guaxuma); dia 21: Trio Gogó da Ema e quadrilha da 3ª Idade do Sesc, às 15 e 19h (Sesc Poço); dia 29: Joelson dos Oito Baixos e Cláudio Rios, às 12h (Sesc Guaxuma). Unidades do Poço e Guaxuma. Durante o mês de junho. 2123-2440.
Festa de reggae e forró pé de serra - No próximo sábado, 17 de junho, será realizado no Armazém Uzina a quinta edição do ARRAIJAH com as bandas: Nhandeara, Trio Caxotada (responsável pelo forro pé de serra do evento) e Vibrações (gravando um cd ao vivo), além de uma discoteca com o DJ Waliston, gravando seu primeiro DVD. Ingressos antecipados: R$ 7,00 nas lojas Chilli Beans (no iguatemi), Point Radical e Tchuck Jhones. Informações: 3327-0707 ou 9303-7272.
Trem do Forró. Tradição no São João alagoano, o Trem do Forró comemora quatro anos de sucesso agora em junho. No próximo dia 17, a partir das 20h, a animada "Maria Fumaça" parte da Estação da CBTU, no Centro da cidade, e segue pelo Flexal de Baixo e Utinga Leão até retornar a Maceió. Durante todo o percurso haverá apresentação de trios de forró com sanfoneiros e concursos de dança. Estação Ferroviária de Maceió. Centro. Sábado 17 de junho, com saída às 20h. 9979-5959.
Movimento pela Escola de Artes da UFAL - Foi deflagrado pela Associação dos Professores de Arte de Alagoas um movimento para criação da Escola Técnica de Artes da Universidade Federal de Alagoas ¿ UFAL, com o objetivo de fomentar e contribuir para o desenvolvimento das artes em Alagoas. O movimento capitaneado pela professora de Artes e coordenadora dos cursos de teatro da UFAL, Nara Sales, informa que está sendo coletado um abaixo-assinado para sensibilizar a universidade neste sentido, uma vez que a criação de tal escola contribuirá para o desenvolvimento das artes no Estado e para a criação de empregos e geração de renda na área artística. Os interessados devem se dirigir para a sala do Pólo de Arte, na Escola Alagoas do Espaço Cultural da UFAL, localizada na Praça Sinimbu, 206 ¿ Centro, Maceió. O abaixo assinado também está disponível on-line http://www.chla.ufal.br/artes/nace/ e pode ser baixado em qualquer lugar e ser enviado pelo correio para o Pólo Arte na Escola Espaço Cultural da UFAL Praça Sinimbu, 206 - Centro Maceió Alagoas CEP 57039-250.
Afetos Roubados no Tempo, no Museu Théo Brandão ¿ Até o dia 30 de junho estará aberta a exposição Afetos Roubados no Tempo, no Museu Théo Brandão. Visitação: de segunda a sexta, das 9h às 17h; sábado e domingo, das 14h às 17h. Curadoria da artista visual Ana Glafira.Informações através do site: www.pílula.com.br/afetos. Tels.: 3235-3635/8835-5030.
Engenhos da Minha Terra até o dia 18 de junho - Aberta em homenagem ao Dia Internacional dos Museus -, a mostra reúne 40 fotografias de autoria da diretora do Museu Théo Brandão, a historiadora Leda Almeida. As imagens retratam a história dos engenhos de açúcar, que durante muito tempo foram os núcleos de produção de riqueza em Alagoas. Com patrocínio do Banco do Nordeste, a exposição tem sua curadoria assinada por José Carlos da Silva, Homero Cavalcante e Gil Lopes. Até o dia de seu encerramento - 18/06 -, a mostra oferecerá aos visitantes sessões de degustação de produtos típicos dos engenhos, a exemplo da rapadura e da tradicional cachaça. Museu Théo Brandão. Avenida da Paz, 1490, Centro. Período de exibição: até o dia 18 de junho, de terça a sexta, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 17h. Informações: 3221-2651.
Curso ¿A Xilogravura como Opção¿ - Estão abertas as inscrições para o curso ¿A Xilogravura como Opção¿. As aulas serão ministradas pelo artista visual Rubem Grilo, sob a coordenação de Ana Glafira. Início, dia 20 deste mês, no Senac-Poço, das 9h às 12h. Inscrição: R$ 30,00. Tel.: 8835-5030.
Exposição Arte Menor ¿ Xilogravuras de Rubem Grilo - Dia 19 deste mês é a conferência e abertura da exposição Arte Menor ¿ Xilogravuras de Rubem Grilo. No Centro Cultural e de Exposições de Maceió, na Sala Pitanga, às 19h. A exposição permanece até o dia 21 de julho. Aberta ao público. Tel.: 8835-5030.
8º Festival Nordeste Cantat - As inscrições para o 8º Festival Nordeste Cantat, que acontecerá de 16 a 20 de agosto, em Maceió e Aracaju, podem ser realizadas através do site www.facoros.com.br.
13º Festival Nordestino de Teatro - Estão abertas, até o dia 15 de julho, as inscrições para o 13º Festival Nordestino de Teatro, que acontece de 15 a 23 de setembro em Guaramiranga, no Ceará. Serão selecionados ao todo 12 espetáculos. Regulamento e ficha de inscrição no site www.agua.art.br. Tels.: (85) 3321-1405/9989-3913.
Exposição fotográfica Pisando em Jaraguá - A exposição fotográfica Pisando em Jaraguá pode ser visitada até o dia 20 deste mês. As imagens capturadas pelas lentes da fotógrafa Viviane apresentam o cotidiano da Vila de Pescadores do bairro numa perspectiva fragmentada em detalhes de barcos, materiais orgânicos, crianças, pescadores e animais. No Mercado Público de Jaraguá, visitação em horário comercial. Tel.: 9309-9490.
Exposição Grafos e Cromos ¿ Continua até o dia 23 de junho, na Galeria Sesc-Centro a exposição Grafos e Cromos, do artista Tchello d¿Barros.. Visitação: de terça a sexta-feira, das 12h às 18h. Entrada franca. Tel.: 3326-3133.
PALMAS ¿ Para o projeto ENCONTRO DAS ÁGUAS do produtor cultural MARCOS ASSUNÇÃO. O Tributo a Altemar Dutra no Teatro Deodoro na sexta ¿ 9 de junho foi magnífico. A primeira parte com nosso maior barítono. Dydha Lyra deu um show a parte com sua voz afinadérrima. Depois entrou um dos maiores compositores da MPB, O cearense Evaldo Barbosa com seus mais de oitenta anos conversou e cantou algumas das suas 1.016 músicas que compôs. Finalmente o Altemar Dutra Filho, ainda verde, mas deu o que podia. Foi o show do ano, a platéia cantou e vibrou com as belas músicas.
VAIA ¿ Para essa frenética badalação com a seleção brasileira por parte da imprensa, principalmente a Globo. Colocaram sapato alto nos jogadores, agora estão cobrando querendo exibição de gala. Claro que a gente torce pelo Brasil, mas esse excesso de reverência, essa canonização dos jogadores, sempre deu em merda. Tomara que eu esteja errado. E o Ronaldo foi grosseiro, mal educado. Lula afinal é presidente.
HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA
Carlito lima ¿ o duque de jaraguá
OS TARADOS DA AVENIDA
Minha mãe contava que em sua mocidade o bairro de Bebedouro era o mais chique, o mais festeiro, o mais rico. Ainda hoje as mansões, os bonitos palacetes das famílias tradicionais estão em pé, embelezando o bairro.
No final da 1ª Guerra Mundial, o prefeito de Maceió comemorou o fim da guerra na então ¿Praia do Aterro¿. Depois de bons goles de cachaça da boa, prometeu que ali construiria uma bela Avenida, a Avenida da Paz.
Terminada a obra, a Avenida começou a desbancar Bebedouro, a burguesia se transferiu para a Avenida da Paz, construindo belas casas e mansões. Nessa época apareceu a moda do ¿banho salgado¿, a mulherada moderna vestia maiô até o joelho e caía na água do mar. Maior sucesso, alguns achavam um escândalo. Vinham homens, velhos e meninos do interior apreciar as modernas senhoritas de maiô aparecendo a batata das pernas. Causava reboliço entre os marmanjos. Nessa época também foram aparecendo os primeiros ¿tarados¿. Quando nos anos 30 foi inaugurada a sede da Fênix, o maiô já havia diminuído o tamanho, subindo até a metade das coxas, quanto mais diminuía o tamanho do maiô, mais aumentavam os discípulos de Onã na esplêndida praia da Avenida.
Nos anos 50 eu era um jovem maloqueiro de praia. Nadava singrando a calmaria do mar. Pulava da cumeeira dos trapiches que se estendiam mar adentro, jogava futebol na areia dura, molhada. Pescava nas jangadas, puxava rede. Entretanto, o que nós meninos mais apreciávamos, o nosso esporte predileto, era ficar na areia olhando, que nem jacaré, para as belas mulheres que se estendiam na areia para pegar um bronzeado.
É próprio do homem o ¿voyeurismo¿, o olhar, o apreciar os encantos da mulher. Alguns não se controlam, e praticam o onanismo nas mais esdrúxulas situações. Apanhados em flagrante são taxados de ¿tarados¿. Naquela época, meninos com cara de santinho, trafegavam pelas rodas de papo com as moças descontraídas. Mas, quando entravam na água, não havia quem segurasse.
O Gaguinho era mestre, ele aproximava-se das meninas, deitava de bruços, cavava uma cova, adaptada a sua mão, e ali dava estímulo para suas fantasias. Certa vez, um amigo percebeu o Gaguinho em posição de trincheira perto de sua belíssima irmã. Ele foi chegando por trás, devagar, de repente virou o Gaguinho que estava em vias da apoteose final. Levaram o ¿tarado¿ para a Delegacia de Jaraguá. Ficou preso e sumiu por um tempo.
Certo verão ela apareceu! Foi o primeiro biquíni em Maceió. Uma bonita ruiva, dizia-se atriz, hóspede do Hotel Atlântico. Toda manhã, como se fosse uma liturgia descia à praia, estendia uma toalha, enfiava o pau na areia e armava a sombrinha. Bem devagar, como se tivesse preguiça, tirava a blusa, aparecendo a parte superior do biquíni diminutamente cobrindo seus belos seios. Em seguida, como se fizesse um strip-tease, despia lentamente o short requebrando os quadris em movimentos harmoniosos, sensuais, até transpassá-lo por baixo dos pés. Finalmente levantava o short com o pé direito como se chutasse o vento. Ainda em pé, dobrava o short, a blusa, arrumava junto à sombrinha. Deitava lentamente, de bruços, deixando o sol da manhã acariciar suas pernas, seu dorso, sua bunda. Foi o espetáculo daquele verão. Os homens se deliciavam com o ritual erótico da musa dos cabelos de fogo.
¿Chaina¿, sua cachorrinha pequenez, ficava amarrada no pau da sombrinha. Às vezes, ela soltava-se para alegria da moçada que tentava capturá-la, para receber o agradecimento, olhando de perto as penugens douradas das coxas da dona. Depois que a Chaina começou a freqüentar a praia, o número de tarados aumentou nos mares da Avenida.
Muita gente graúda entre eles. Certa vez fizemos uma votação para eleger o maior tarado da praia. Em terceiro lugar, o punho de bronze, foi para um atleta famoso. O segundo lugar, o punho de prata, ganhou Kirk Douglas, um coroa, vestia um velho calção de banho, e passava o dia vadiando na praia. E o primeiro lugar, o punho de ouro, fez-se justiça, foi para o dono de um restaurante conhecido na cidade. O ganhador era prático e profissional. Conta a lenda que todas as suas calças tinham os bolsos direitos furados.
Hoje, quando dou minha caminhada pela praia da Jatiúca, lembro dos velhos tarados da avenida quando olho os corpos deitados, de bruços, belamente bronzeados. Que bela matéria prima!
CORRESPONDÊNCIA
Amigo Carlito,
Recebi e li os últimos números do ESPIA (56,57e58) com grande deleite, pois me ajudou a reviver fatos da nossa passada e atual história alagoana. Portanto, cabe-me inicialmente lhe agradecer pela remessa dos citados jornais, cujos novos números aguardo-os ansioso.
Acho, só e somente como simples sugestão, que você poderia abordar com mais ênfase aspectos relevantes da política e da economia nacional.Com o seu notável senso crítico, você,sutilmente,despertaria mais rapidamente o senso analítico de nossos conterrâneos.
Atualmente estou passando ferias em Lisboa, sendo que retornarei a Campinas no próximo mês de julho.
Brevemente lhe darei novas notícias,
Receba o meu melhor abraço.
Tácito Silveira
AMIGO TÁCITO, OBRIGADO PELO INCENTIVO. VAMOS ACEITAR O DESAFIO E ENTRAR NA POLÍTICA E ECONOMIA NACIONAL.
Carlito obrigado parabéns pela nega Odete
Alberto Cardoso.
OBRIGADO DIGO EU ALBERTÃO, A NEGA ODETE É PATRIMÔNIO DE NOSSA GERAÇÃO!
Favor divulgar em suas listas as Festas Juninas que estou promovendo no
novo espaço do Trilha do Mar em Garça Torta. O lugar é bonito, espaçoso,
tem uma excelente estrutura e será toda coberta de toldo, com comidas
típicas, fogueira e muito forró pé-de-serra.
Dia 23/06 - Chau do Pife com Trio (Maceió) e em seguida Severino do Papel de
Arapiraca
Dia 28/06 - Glaucio Barbosa e Banda - "Xote, Baião e Xaxado".
Por Dia:
Mesa p/4 pessoas - 40,00 (antecipados) e R$ 50,00 no dia
Individual - R$ 8,00 (antecipados) e R$ 10,00 no dia
Vendas Antecipadas: Conexão Viagens e Turismo - Galeria 377 - Av. Antonio
Gouveia.
Informações: 9106-2665 - 3355-1271
Silvana Chamusca
AÍ MOÇADA BONS PROGRAMAS PARA AS FESTAS JUNINAS DA CHAMUSQUINHA!
Irmãozinho, você ia me sonegando a entrevista da Nega Odete? Isso não ficaria assim. Parabéns pelo esforço de reportagem. Valeu a pena, mesmo. Muito obrigado pela dica, aliás, a única. Também depois da Odete nenhuma dica prosperaria mais.
Um abração, Zealberto
ATENÇÃO MOÇADA O ZÉALBERTO, NOSSO JAC, LANÇOU SEU LIVRO, ¿DOCE LEMBRANÇA¿A VENDA NAS LIVRARIAS. IMPERDÍVEL LEITURA
Foi legal a estoria dos tarados da avenida..... continue nos dando esse
prazer de relembrar Maceió da praia da avenida... abraços
Edjer
ESTAMOS CONTANDO A VERDEIRA HISTÓRIA DE MACEIÓ COM AS ESTÓRIAS DE GENTE SIMPLES, ESTÓRIAS DO POVO DESSA BELÍSSIMA TERRA.
Grande Carlito,
Essa entrevista com a "Nega Odete" é histórica.
O nosso comendador, cantor e compositor, Roberto Beckér fez uma musica que tem tudo de Maceió daquela época e faz uma homenagem a ela veja o trecho
...Maceió da nega Odete
do Jaqueira do Didi
Bar do Nino e macarronada
do Eureka e do Gracy ....
Para ver a letra click aqui
http://www.bairrosdemaceio.net/musica_maceio_dos_tempos_bons.htm
Pra ouvir a musica click aqui
http://www.bairrosdemaceio.net/musicas/index.php?Id=Roberto%20Becker
Nome da musica "Maceió dos tempos bons"
Aumente o som e enquanto vc ler o ESPIA ouve a web radio Maceio
José Ademir
Editor do site www.bairrosdemaceio.net
Maceio AL ¿ Brasil
O ZÉADEMIR TEM O MELHOR SITE SOBRE NOSSA BELA CIDADE DE MACEIÓ. OBRIGADO PELA LETRA DA MÚSICA DO BECKER!!!!!
Cine Sesi é inaugurado na Pajuçara e passa a contemplar os cinéfilos
alagoanos com filmes nacionais e de arte, documentários e produções
independentes, que estão fora do circuito comercial. Os cinéfilos alagoanos contam com mais uma sala em Maceió, aberta com a missão de ter projetada em sua tela filmes que estão fora do circuito comercial e produções nacionais, que dificilmente ganham exibição local. O Cine Sesi foi inaugurado
em grande estilo, com o premiado Paradise Now.
Com espaço para acomodar confortavelmente 163 pessoas, a nova sala, que
funciona no mesmo local do antigo Cine Art Pajuçara, está dotada de
equipamentos de última geração, incluindo o som da melhor qualidade ¿ um
motivo a mais para se
CARLITO
EDIÇÃO EXTRA Nº 59. 5 A 11 DE JUNHO de 2006.
Hoje não tem opinião, nem dicas, nem vaia, nem palmas. A Espia tem um presente para os leitores, a entrevista da Nega Odete realizada no Bar da Zefinha juntamente com o jornal POISÉ e alguns convidados. Leiam, divirtam-se e reflitam sobre os ensinamentos de vida de uma negra, pobre, que viveu a liberdade nos anos 50/60.
EDIÇÃO EXTRA
O Jornal eletrônico POISÉ editado pelo arquiteto Pedro Cabral e a revista ESPIA, blog do Carlito Lima, têm o prazer de publicar a primeira da série AS GRANDES ENTREVISTAS DO POISÉ E DA ESPIA.
A primeira convidada entrevistada trata-se de uma figura que marcou a década 50/60 na cidade de Maceió. ODETE AUGUSTO DOS MARTÍRIOS. Mulher, negra, pobre, cozinheira, sozinha no mundo. Alegre, de personalidade forte, dedicou-se a uma vida de liberdade sexual dentro de uma sociedade altamente conservadora. Conseguiu, trabalhando de empregada doméstica, ser independente e ter liberdade de escolha de seus parceiros. Dedicou-se ao amor, gostava de meninos bonitos, estudantes. Negra, bunda arrebitada, seios pontiagudos, pernas bem torneadas, fez a fantasia de muita gente daquela época.
Descoberta pelos editores do POISÉ e da ESPIA vivendo em uma casinha alugada, morando sozinha, foi convidada para esta entrevista. Não se fez de rogada e atendeu, respondeu até perguntas indiscretas com muito bom humor.
Tendo como convidados DJANIRA MACEDO, CIDINHA MADEIRO, LUÍS FERNANDO MACEDO E EPITÁCIO, os entrevistadores reuniram-se no Bar da Zefinha em Jaraguá para entrevista abaixo, feita com alegria, carinho e, sobretudo, respeito a essa senhora, hoje perto dos 80 anos. Uma das figuras mais conhecidas da cidade de Maceió no meio do século passado. Sua vida, suas histórias são fontes especiais para historiadores pesquisarem o modo de viver da sociedade daquela época. Por preconceito ou por despeito (Freud Explica) Odete era taxada de puta. No nosso entender ela é mais pura que muitas madames que casaram apenas de olho na grana do barão.
NUMA TARDE DE MAIO, LÁ ESTAVAMOS NÓS, NO BAR DA ZEFINHA, ANSIOSOS POR OUVIR AS PERGUNTAS QUE VIRIAM QUASE QUE NUM DUELO ENTRE OS GRANDES JORNAIS ESPIA E POISÉ E RESPOSTAS DA TÃO ESPERADA ODETE.
DIFERENTE DE NÓS ESTAVA A ODETE, ANDAR TRANQUILO, MOVIMENTOS LEVES E UM OLHAR CONFORTÁVEL, ESTAVA ALI ALGUÉM COM MUITA CONFIANÇA NO QUE FEZ DE SUA VIDA E ASSIM A GENTE ENTENDEU, NESTA BATERIA DE PERGUNTAS. (DJANIRA, D.J., viajou de São Paulo especialmente para esta entrevista)
ENTREVISTA DA NEGA ODETE PARA O ¿POISÉ¿ ¿jornal eletrônico do Pedro Cabral e A ¿ESPIA¿- revista- blog do Carlito Lima
Carlito: Dona Odete, sente-se e fique à vontade. Aqui no Bar da Zefinha é como se fosse nossa casa. Primeiramente, você nasceu onde, aqui mesmo, em Maceió?
Na Rua São Luís, no Farol. Perto da Praça Centenário.
Carlito: Seus pais são daqui de Maceió?
Todos os dois, minha mãe e meu pai.
Pedro: Onde você estudou?
Não estudei. Sou analfabeta. Não conheci meu pai, minha mãe foi embora com outro homem, minha avó me criou e eu me fiz forte...
Carlito: Foi trabalhar ainda nova?
Novinha, fui para a casa do meu tio Benedito. O Mossoró.
Carlito: O Mossoró. Ele morava onde, aqui?
Na Levada, na época ele não tinha ainda cabaré, nem bar, era pintor de parede.
Pedro: Ah, e você começou a trabalhar na casa dele?
Não, é que ele é meu tio. Eu fui para a casa da minha vó, da casa da minha vó eu fui trabalhar.
Carlito: Você é prima da Rosa?
Sou.
Djanira: Quando você começou a trabalhar, ser independente?
Desde meus 15 anos.
Cidinha: Você foi trabalhar em quê?
Na cozinha.
Carlito: Já cozinhava bem?
Cozinhava, a patroa me ensinou.
Carlito: Feijãozinho com arroz...
Cozinhava um feijão com arroz. Aí terminei na casa do Montenegro.
Pedro: Qual Montenegro?
Dr. Montenegro, a casa dele ficava junto da Faculdade de Engenharia, da Praça Sinimbu. Eu sempre fui empregada doméstica. Não gostava quando me chamavam de peniqueira!!!.
Pedro: Foi aí que você conheceu esse "maloqueiro" cevado? (Risos, apontando para o Carlito)
Conheci, ele morava na Avenida.
Carlito: Ali na Praça Sinimbu, a Odete era a rainha, uma musa. Toda a noite saía. Era namoradeira, você gostava de namorar...
Mas só com menino bonito! (Risos)
Carlito: Só com menino bonito, não é?
Cidinha: Parabéns!
Djanira: Diga-me uma coisa, Odete. E esse menino era bonito?( apontando para o Carlito)
Era. Era gordinho, roliço, bem bonitinho...
Carlito: Mas desses namorados todos, sei que você gostava de um estudante. Inclusive, a gente tinha o Pastoril dos Estudantes, ali na Praça Sinimbu. E você ia lá, também!
Eu gostava de um cara de lá, o Demerval.
Carlito: O Demerval! Você era apaixonada por ele, é?
Pedro: O Demerval do INSS?
É, esse mesmo!
Pedro: Está vivo?
Não sei.
Pedro: O Demerval fazia o quê? Era estudante?
Era.
Pedro: Mas foi ele que tirou sua virgindade?
Não. Foi o sobrinho da Flora. Na Rua da Alegria. Você se lembra da Flora que morava na Avenida?
Carlito: Quantos anos você tinha?
Por volta de 15 anos.
Carlito: E quanto tempo você passou trabalhando na casa do Marcos Montenegro?
45 anos!
Carlito: Você criou todo mundo da família, não é?
A moça era deste tamanho (mostrando dois palmos entre as mãos). A outra não era nascida ainda. O Marco era tão pequenininho que eu botava ele sentado mesa pra amarrar o sapato dele. Dava banho nele.
Pedro: Pelo que me disseram, a senhora era a mulher mais bonita que havia nessa região, aí. (Odete ri) Que empolgou toda a sociedade. Todo homem de Alagoas, quando via a senhora, se apaixonava. É verdade isso, você sentia isso?
Sentia. O povo me chamava de Nega Odete! Você pensava que eu ia ligar para os estudantes? Não, eu ia-me embora. No outro dia já estava abraçado comigo. Era assim.
Pedro: Mas o Demerval, ele estava sempre com a senhora?
Não, porque não houve tempo...
Carlito: Quando a senhora estava com ele não queria saber dos outros, não é?
Não queria saber de ninguém!
Carlito: Quando estava sem ele, se aparecesse um estudante mais bonito a senhora deixava o Dermeval e saia com o outro?
Pedro: Se aparecesse um "maloqueiro" desse, aí a senhora... (risos, apontando para o Carlito)
Às vezes saía mesmo. Só fiquei amarrada a homem duas vezes, aí não saía com ninguém mais.
Carlito: Minha gente! A grande verdade é a seguinte: Eu sou o mais velho daqui, Conheci a Dona Odete na Praça Sinimbu. Depois de 6, 7h, após o jantar lá na sua casa, ela ia passear na Praça. Ficava desfilando, escolhendo um menino bonito para transar com ele. A senhora foi uma das primeiras a ter a liberdade sexual. Porque a senhora não tinha um namorado fixo, né?
Eu tive só duas vezes, com esses eu não saia com ninguém. Era, mais um menino bonito, eu topava!!!
Carlito: Mas eu soube que tinha um camarada na Farmácia Globo que namorava com a senhora também.
Da Globo?
Carlito: Da Globo, ou Pasteur...
Não lembro...namorei com tanta gente...
Pedro: Houve algum deputado que a senhora...
Não, eu gostei muito de um rapaz da polícia, o Mário. Ele morreu.
Djanira: Da polícia? Um militar, a senhora gostava também... (risos)
Pedro: Da militar ou da civil? Gostava de um cassetete, era?
Civil, da civil! O Mário Mendes. Em todo lugar que eu ia também.
Carlito: Nos anos 60, no Rio de Janeiro, apareceu a Leila Diniz. Foi uma musa de todo Brasil, ela era independente sexualmente; ela transava com quem queria. Uma vez ela deu uma entrevista e afirmou que ela era assim, amava dar aos homens. Quando li a entrevista, eu pensei: Leila Diniz é a "Nega Odete" de Ipanema.
Djanira: Mas algum deputado na jogada, vereador?
Tem aquele menino que morreu no avião. Lembram?
Carlito: Aquele da família Rocha.
Sim, que o avião pegou fogo. Aquele eu adorava, hahahah!
Cidinha: E seu filho?
Meu filho? Tenho um filho, mora no Recife.
Cidinha: E o pai dele?
Ele trabalhou da Marinha.
Djanira: Está vivo?
Está vivo. Outro dia eu ia passando na Rua do Imperador. Aí ele encontrou-se comigo e disse:
-- Odete, cadê o menino?
-- Está lá na casa da minha patroa. Mas ela não dá mais ele de volta.
Djanira: Ah, ele foi adotado?
Foi, por minha patroa, que o criou.
Cidinha: E a senhora nunca mais quis saber do pai do menino?
Não, ele era "soldado do 20" ( Do quartel do 20º Batalhão de Caçadores, hoje 59º Batalhão). (Risos).
Carlito: Quando conversávamos na segunda-feira, a senhora me disse uma coisa que achei muito importante. Que sempre foi independente, sempre trabalhou e nunca foi sustentada por homem algum.
Nunca, nunca, nunca!
Carlito: Tudo o que a senhora fez foi porque quis e bem entendeu.
Eu gostei aí ia embora, amém! Eu topei ia com o cara, tinha só que ser bonito....
Carlito: Se topava não tinha problema. Não ia fazer muito doce, não. Topou, topou e acabou. Mas ali na Avenida, naquele tempo, não tinha motel. Para onde a senhora ia?
Olhe, naquela rua que eu estou morando. Naquela rua, naquele beco. ( havia uma vila de casas chamada Santo Amaro que servia também como aluguel de quartos para encontros)
Carlito: E no campo da Sinhá? A senhora ia, também? (Odete ri)
Pedro: Onde é o campo da Sinhá?
Na Praça Sinimbú, onde hoje é o campo (de aeromodelismo) Cid Scala
Carlito: Já não existe mais, era onde é o CIDCALA, ali junto da Praça Sinimbu. Era um campo todo gramado, o gramado da Sinhá. A gente jogava futebol nos coqueiros, a bola batia nos coqueiros e voltava. A noite servia para a gente namorar. Não era, Odete?
A gente dizia: Vamos para o Coqueiro da Sinhá! Aí ia aquela turma. Ali se agarrava....
Carlito: Ia também para a praia da Avenida. Não era? Um hotel bacana, com um milhão de estrelas...
Na praia da Avenida também era bom de namorar, só que depois ficava cheia de areia.
Djanira: Conta para o Pedro, Odete, a história de mostrar as pernas como é que era. Veja como era um marketing bem feito.
Juntava aquela turma na praça. Aí diziam Odete! Ai,Odete, pelo amor de Deus! Odete! Aí eu fazia...Levantava a saia até o joelho. Eu em pé. "Odete, pelo amor de Deus, Odete!" Aí eu levantava a roupa até aqui ( até a cintura). Aí eu deixava eles tarados e ia embora. (Risos). Quando chegava em casa, em cada ponta de esquina tinha um cara me esperando. Eu entrava vexada pelo portão. Entrava dentro de casa e não saía. Os caras ficavam nas esquinas esperando eu sair.
Carlito: Quer dizer que nessa noite e em cada esquina já tinha um bocado de cara te esperando. E a senhora ficava sem saber quem escolher.
Aí nessa noite não saía, porque tinham muitos querendo me agarrar.
Carlito: Ah, porque tinham muitos, não é? Mas a senhora toda a noite tinha alguém.
Tinha quantos eu queria. Mas eu sempre escolhia. Não saía com todo mundo. Tinha que ser bonito. Gosto de homem bonito!!
Carlito: Outra coisa interessante, Pedro, é quando ela ia dançar. Quando a senhora ia dançar, como a senhora fazia?
Ia para a pensão da Dina e outros cabarés de Jaraguá... Dançava a noite toda, eu gostava de dançar. Voltava para casa de sapato na mão e não queria ninguém atrás de mim.
Carlito: Mas a senhora estava numa pensão de prostitutas, dançando. De vez em quando uma pessoa não lhe chamava para ia ao quarto?
Eu ia só para dançar.
Carlito: Mas ninguém nunca lhe chamou para ir pro quarto?
Chamava, mas eu não queria.
Djanira: Não dava para quem queria, mas só para quem você tinha amor para dar.
Pedro: Foi o Demerval ou o pai de seu filho, de quem a senhora mais gostou?
Gostei mais do Demerval.
Cidinha: O pai de seu filho foi um acaso?
No Quartel do 20, sabe? A turma toda ia com os soldados. Eu me enrabichei desse cara e fiquei grávida.
Carlito: O Sandoval Caju dizia, que se pegasse todos os homens que a senhora namorou e fizesse uma fila, dava duas voltas ao mundo. Olha!
Não era tanto! A turma, onde eu estava, estava comigo. E se eu gostasse, saía. Se não gostasse, ia embora.
Carlito: Isso era onda do Sandoval. E o Sandoval, saiu alguma vez com você?
Não! Nunca!
Pedro: O Sandoval só ficou chupando castanha, não é? Sandoval Caju! (Risos)
Cidinha: E Fernando Collor, nunca lhe ajudou?
Não, não.
Cidinha: E porque a senhora tem um retrato de Fernando Collor numa moldura na prateleira de sua casa?
Porque eu gosto dele! Não conheço o Fernando Collor. Acho ele um homem bonito. Ajuda os pobres. Voto sempre no Fernando Collor. Lembro dele indo pra escola, com o pai dele.
Carlito: Tem algum político especial que ajudou a senhora?
O Divaldo ( Suruagy) até quando eu trabalhei cozinhando marmita, ele me comprava para ajudar. Gosto muito dele.
Pedro: E a senhora votaria em quem? No Fernando Collor ou Divaldo Suruagy? Os dois são candidatos a deputado.
Nem sei. Difícil, gosto muito do Suruagy, mas voto no Fernando Collor. Êita homem bonito!!!
Carlito: Você se lembra do pai do Fernando, o Arnon de Mello?
Lembro. Quando ele morava na Praça Sinimbu, perto da casa que eu trabalhava. O Arnon era governador, tinha muitos filhos, lembro quando eles iam para escola. O Fernando homem feito só lembro depois quando chegou prefeito de Maceió.
Pedro: E o Mossoró, ele nunca lhe convidou para trabalhar nas boates dele?
Não.
Pedro: Você ia para Jaraguá, para as boates de rapariga só para dançar mesmo?
Dançava e voltava com o sapato na mão...
Pedro: Mas você ia muita mais para o Duque de Caxias, não é?
Um dia eu vinha do Duque, em Jaraguá e a turma de rapazes, de homens, queria negócio comigo. Aí eu não queria negócio. Me aperrearam muito, estavam querendo me seguir quando fui para casa, Aí tinha um guarda civil, me aproximei dele e disse:
-- O senhor me leva até em casa?
-- Levo, pois não. ¿
Eu estava com medo. Aí ele me levou até um pé de pau, lá de casa. Aí ele disse assim:
-- Agora quero ver quem mexe com você?!
-- Obrigado!
- Eu, cá comigo mesmo, pensei: ¿Você, filho da peste, nem um beliscão deu em mim!¿(Risos). Esse filho da peste, não deu um beliscão em mim! Bonito ele!
Depois, estava numa dança, ele apareceu. Aí a gente foi se agarrou e fiquei com ele muito tempo.Eu gostei muito dele.
Aparte: Você se lembra do nome dele, Odete?
Mário Mendes. Da polícia civil.
Quando eu chegava na Guarda Civil, o soldado Peixoto, que mandava na guarda, dizia assim:
-- Mário, a Odete chegou! Aí ele saía comigo.
Lembra-se do bar do Pino?
Carlito: Lembro.
Toda a tarde a gente ia pra lá. Depois ia para o Santo Amaro
Carlito: Você via no Bar do Pino o Aldemar Paiva, o Ordener Cerqueira? O Aldemar Paiva escreveu um livro que fala no Bar do Pino.
Via esse povo todo. Tinha gente rica e rapariga também.
Pedro ¿ Dona Odete, a senhora não saía com outro de vez em quando, quando estava com o Mário Mendes?
Não, não saía, não. Só aluguei uma casinha para ficar com ele.
Pedro: Mas disseram que a senhora tinha as pernas mais bonitas de Maceió. Nem a Marta Rocha, que foi miss Brasil...
Mas hoje eu estou acabada!
Djanira: Eram suas pernas que conquistavam todos... Disseram-me que era isso.
Eu sei lá. Um rapaz que me deu uma cantada quando eu vim do Rio, O Ciço, advogado. Ele disse que quando via a Globeleza, que ele se lembrava de mim.
Pedro: É a Djanira. (Risos). ¿ Eu vendo a roupa sem a dona, vejo a dona sem ela..!¿
Carlito -Eu fui testemunha ocular vi a Odete nos anos 50/60. E posso dizer para vocês que era assim: tipo mignon, baixinha. Negra bonita das pernas bem torneadas. Agora, a bunda dela era uma coisa perfeita, maravilhosa. Quando eu fui a Roma que vi a Venus Calipígia, lembrei-me dela. Disse na hora: Essa bunda é a da "Nega Odete".
Naquele tempo tinha um rapaz apaixonado que dizia eu ter os ¿quartos¿ mais bonito do mundo. Ele trabalhava no hospital. O rapaz gostava de mim.
Pedro: Odete, que perfume você usava?
Nem sei, sabe. Naquele tempo...
Djanira: Você nunca bebeu, Odete?
Nunca bebi. Chegava no bar do Pino, aquela turma toda de estudante:
-- Odete, quer bebida?
-- Não. - Aí me davam guaraná, eu bebia guaraná ou, então, uma coca. Mas cerveja nunca.
Andei com todo mundo! Eu levava meninas bêbadas para casa, mas não bebia.
Cidinha: Mas qual desses ficou mais apaixonado por você?
Um que ainda é casado. Não digo o nome.
Djanira: Você amou homem casado?
Amei. Ele queria e eu também queria.
Pedro: Na casa em que você trabalhou e morou 45 anos, teve alguém interessado em você.
Não, meu patrão, não.
Djanira: Nem filho, primo, parente...
Não, quando eu cheguei lá, ele era novinho. Eu o criei.
Cidinha: Como se fosse um filho, não é? Mas nunca se interessou, a mulher não tinha ciúme de você?
Não, depois que ele se casou, foi embora para a Bahia, no navio. Ficou cuidando de um navio.
Pedro: Você foi também para o Rio?
Fui, vivi alguns anos lá.
Pedro: Gostou de lá?
Gostei, gostei assim... Morava nas Laranjeiras. Copacabana... A menina que eu criei, ela quer que eu vá morar com ela lá, mas eu não quero.
Djanira: No Rio você namorou?
Não. Tinha um português doido, atrás de mim, mas eu não queria, porque tinha deixado um amor aqui.
Pedro: Quem? Era o Demerval, ainda?
Não.
Djanira: Você está dando o exemplo, de que a mulher é fiel no amor e o homem um cachorrão. Estava no RJ pensando no seu amor de Alagoas. O homem é uma vergonha. O homem é aqui, ali e acolá. Você está dando exemplo de mulher! Parabéns, Odete!
Carlito: Diga-me uma coisa. O Paulo Pimentel, que namorava a Kátia, você se lembra dele? Paulo Pimentel é um engenheiro, trabalha comigo. Um moreno, alto...
Ah, Paulo, não é! Namorou com a Kátia. Lembro dele.
Cidinha: Depois do Rio, você voltou para cá?
Do Rio vim para Maceió, passei um ano e meio mais na casa da Kátia. Depois disse "vou me embora". Aí nunca mais voltei.
Carlito: E agora, você está fazendo o quê?
Nada, porque a perna não dá.( Ela tem um problema ósseo na perna)
Carlito: Há quanto tempo a senhora teve esse problema?
Uma porção de tempo. Já fui ao doutor, ele disse que não dá mais jeito. E agora vou dizer ao senhor, estou sofrendo com isso e com catarata, problema no coração... Vou tirar sangue. O outro doutor passou remédio porque meu coração está muito devagar.
Djanira: A vista está muito... Televisão, vê?
Vejo!
Carlito: Você está sem trabalhar desde quando?
Dois anos.
Carlito: Está aposentada?
Estou aposentada, porque a moça conseguiu aposentadoria faz uns três anos.
Carlito: A senhora está com 78 anos, eu vi, pela sua identidade, que a senhora nasceu dia 20 de dezembro de 1928. A senhora vai fazer 80 anos daqui a dois anos. Vamos fazer uma festa de arromba aqui em Maceió.
Dema: Parabenizo-a! Você nasceu no mesmo ano que eu nasci: 1928. Somos da mesma idade, Odete!
Carlito: Você está sendo fotografada pelo maior jornal eletrônico do País, o jornaleco "Pois É".
Luís Fernando: Esse olhar era conquistador demais...
Cidinha: e quantos netos a senhora tem?
Uma neta casada e um neto.
Pedro: Mas dizem que a senhora arrebentou a boca do balão. A senhora parou de sair, de ser procurada por esses maloqueiros, todos apaixonados...
Não os meninos sempre me procuraram e eu também procurava eles. Eu gostava de namorar.
Carlito: Odete, não tinha muito antigamente, mas hoje em dia a gente vê na televisão um bocado de história de mulher com mulher. Alguma mulher já deu em cima de você?
Nunca, nunca, nunca. A gente nem ouvia falar disso.
Carlito: Mas tinha uma ou outra, não é?
Na calada.
Carlito: Na calada. Naquele tempo, Da. Odete, quem não era de boate, ia para onde?
As casinhas de Santo Amaro, a praia da Avenida, o campo da Sinhá..
Cidinha: Você tinha hora para chegar em casa?
Não. Eu tinha a chave.
Cidinha: Você tinha muita credibilidade com a família, eles gostavam muito de você.
Sim, criaram meu filho.
Djanira: Olhe, pelo que eu vejo de você hoje, eu acho que você foi uma grande mulher, em todos os sentidos: tanto bonita fisicamente como era uma figura humana que o pessoal gostava de você. Você teve alguma briga na vida, algum inimigo?
Nunca tive. Eu achava que o povo, quando me chamava "Nega Odete!", não me respeitava, aí eu ia embora. "Não é comigo." E ia me embora, não dava ouvidos. No dia seguinte ele estava atrás de mim, como os outros. "Odete, Odete!"
Djanira: Acho que se você se candidatasse a vereadora você ganhava, não é?
Carlito: Na época ela ganhava.
EDIÇÃO Nº. 57 22 a 28 de maio de 2006.
EDITADO POR CARLITO LIMA, DUQUE DE JARAGUÁ.
carlitoplima@uol.com.br / www.capita.blogger.com.br / www.espia.blogger.com.br ARTES GRÁFICAS: ARQUITETA CAROLINA LIMA. COLABORAÇÃO: LEITORES "Enquanto houver boca e dedo, mulher não mete medo."
Vinicius de Moraes
COPA DO MUNDO
No jogo de abertura da Copa, Alemanha x Costa Rica, o brasileiro vai torcer pela Costa Rica que tem um bravo goleiro chamado PORRAS. Já imaginaram o Galvão Bueno: "Vai que é sua, Porras!" ou "Quem é que soooobe? Porras!"
CURSO NO EXTERIOR
Em Londres, novidade do entretenimento adulto é um a academia dedicada à arte da fornicação. Batizado de "Amora", esta "academia do sexo e das relações amorosas" espera atrair 600 mil visitantes no primeiro ano de funcionamento. Entre as atrações haverá "exibições reais" de sexo, além de dispositivos de silicone das zonas erógenas moldados nas dimensões reais. O parque será dividido em distintas áreas do sexo, como o "prazer" e o "orgasmo". Os visitantes receberão ainda lições sobre como abraçar e falar de maneira sexy, e poderão criar seu parceiro ideal, unindo diversas partes moldadas do corpo humano.
O QUE PROVOCA O CÂNCER
1º- MEDO - Sentimento de grande inquietação ante a noção de um perigo real ou imaginário, de uma ameaça; susto, pavor, temor, terror. etc.
2º -ANSIEDADE- Sensação de receio e de apreensão, sem causa evidente, e a que se agregam fenômenos somáticos como taquicardia, sudorese, etc.
3º - MAGOA- Ferir, pisar, ofender, afligir, contristar, melindrar.etc.
Da série: As Grandes Mulheres Americanas
NANCY HAZLE DOSS ¿ Seu pai obrigava a cortar lenha desde os cinco anos. Forçou também um casamento com um cara que ela sequer conhecia. Duas das quatro filhas do casal morreram misteriosamente, por intoxicação alimentar. Nancy separou-se do marido e casou-se mais quatro vezes. Todos os seus maridos tiveram mortes suspeitas. Um neto morreu sobre seus cuidados e finalmente matou a sogra doente com um travesseiro. Confessou alguns desses crimes. Condenada a prisão perpétua, morreu na cadeia.
CATAR
País rico do Oriente Médio, uma das maiores rendas per capita do mundo. Só nos hotéis é permitida a venda de bebida alcoólica para turistas. A moçada local se contenta em sair para tomar chá. Os jovens têm poucos direitos. Além da proibição da bebida, as mulheres só podem dirigir com permissão do pai ou marido. Os pais escolhem os amigos dos filhos, em compensação os rapazes podem viver com até quatro garotas.
CHIFRADAS NA CORNUÁLIA
A Duquesa de Cornuália, Camila, 57 anos, que foi o pivô do príncipe Charles botar um chifre na linda princesa Diana, levou uma chifrada de uma cabra mal-encarada durante uma visita a uma granja na Irlanda do Norte. Não foi por vingança, a cabra estava com fome além da chifrada mordeu e comeu sua bolsa.
LUIS BERTO ¿ Cardeal Pernambucano Posições políticas e ideológicas são coisas pessoais. É como cu: cada um tem o seu.
DICAS
INTITUTO TANCREDO NEVES¿ Convida para a seguinte programação. Dia 2 de junho, no Hotel Meliá, às 19:30 palestra do Ministro Fernando Neves, ¿ASPECTO DO PROCESSO ELEITORAL, 20:30 lançamento do livro RUI PALMEIRA UM HISTÓRICO LIBERAL de João Avezedo
ÊNIO LINS
Exposição de charges: O TRAÇO DE ÊNIO, no auditório da Escola Superior de Magistratura ¿ Rua Cônego Machado 1061- Farol- Perto do CESMAC. IMPERDÍVEL!!
ENGENHOS DE MINHA TERRA
A mostra reúne 40 fotografias da incansável, bela e eclética mulher da cultura alagoana Leda Almeida. As imagens retratam a história dos engenhos de açúcar que foram por muito tempo o núcleo de produção de riqueza do Estado. Haverá sessão de degustação de produtos típicos dos engenhos: açúcar, rapadura e a nossa inefável cachaça. Vale sair bêbado. Museu Théo Brandão de 19/5 a 18/6. TEL: 3221-2651
GRAFOS E CROMOS
Na Galeria SESC - Centro, a exposição de Tchello D¿Barros explorando a pluralidade da geometria com formas e cores múltiplas. Mais de 100 infogravuras até o dia 23 de junho. Tel: 3326-3133
CINEMA
Cinema da arte no Iguatemi sábado às 10:30: A DAMA DE HONRA. Circuito normal, Cine-Farol e Iguatemi: O CÓDIGO DA VINCI. No Cine Cidade: UM LUGAR PARA RECOMEÇAR.
PALMAS
PARA O PROGRAMA, GANHADOR DO PRÊMIO ESPIA 2005, ¿TERRA E MAR¿ DA TV GAZETA AOS SÁBADOS, A PARTIR DE 13 HORAS. É IMPERDÍVEL. COM UMA PRODUÇÃO ESMERADA O PROGRAMA MOSTRA A BELEZA CÊNICA, ECOLÓGICA E CULTURAL DE ALAGOAS. SEMANA PASSADA ACONTECEU O 100º PROGRAMA, UMA BELEZA. A REDE DE EDUCAÇÃO DEVIA PASSAR PARA GAROTADA TODA SEMANA ESSA MARAVILHA QUE DEIXA A AUTO-ESTIMA DO ALAGOANO NAS NÚVENS. E FORMA CONSCIÊNCIA AMBIENTALISTA.
VAIA
PARA A SUPER EXPOSIÇÃO DOS JOGADORES DA SELEÇÃO COM ENTREVISTAS E PROPAGANDAS, COMO TAMBÉM PARA O EXCESSO DE OTIMISMO QUE CHEGA AS RAIAS DA IMBECILIDADE. EM 1950 EU TINHA 10 ANOS, CHOREI A NOITE INTEIRA QUANDO OUVI A CATASTRÓFE DO BRASIL NO MARACANÃ. EM 1966 COM PELÉ, GARRINCHA E TOSTÃO A SELEÇÃO ESTAVA COM UM CLIMA DE JÁ GANHOU PARECIDO COM HOJE, FOI A MAIOR DERROTA, NÃO PASSOU DA 1ª FASE. EM 1982 ZICO, SOCRÁTES, FALCÃO, CEREZZO FIZERAM O MUNDO APLUDIR UM FUTEBOL BONITO, PERDEU POR UMA BOBEADA. AGORA UMA SELEÇÃO DE CRAQUES QUE A MÍDIA COLOCA-OS NO OLIMPO. NÃO SÃO DEUSES, A CONSEQÜÊNCIA PODE SER OUTRA CATÁSTROFE. TORÇO PARA QUE EU ESTEJA ERRADO.
HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA
Carlito lima ¿ o duque de jaraguá
ROSINHA DE IPIOCA
Desde menina Rosa ajudava sua mãe Rosália na lavagem de roupas. Eram as lavadeiras preferidas dos veranistas e moradores da praia de Ipioca. Um paraíso de mar verde-azulado no litoral norte de Maceió, repleto de piscinas naturais em meio aos arrecifes quase à beira-mar.
Rosa nasceu rechonchuda, sorridente, com ar matreiro irradiando alegria. Era mais uma na família de lavadeiras. Teve uma infância intensa, divertida, pelas praias e pelos sítios da vizinhança. Jogava futebol com os meninos, subia em coqueiros como nenhum de seus amigos. Era conhecida em toda redondeza por sua sapequice, alegria e simpatia, lhe chamavam de Rosinha de Ipioca. Quando tomou corpo de mulher, aos 15 anos, despertou a sensualidade. Tornou-se uma morena bonita, rosto arredondado, cabelos negros, nariz um tanto achatado, olhos amendoados, negros, de uma vivacidade incontrolável, e os lábios grossos pareciam constantemente molhados. Estudou no grupo escolar e teve a inclinação de ler romances, contos, poesias. Menina romântica se apaixonou por um belo rapaz filho de um rico comerciante. A beleza do louro Gustavo contrastava com a cor da morena. A atração entre os dois terminou num quarto da mansão de praia da família. Quando souberam do desvirginamento de uma menor, os pais mandaram o galeguinho do olho azul estudar em São Paulo. Foi uma decepção para Rosa.
Levou uma juventude livre, cuidou-se para não engravidar. Namoradeira, os homens se encantavam com seu o corpo, a beleza, a sabedoria na cama. Os sortudos que tiveram a ventura de passar uma noite em seus braços gravaram para sempre a voluptuosa noitada de amor. O frescor da boca de Rosa ficou impregnado na mente, no âmago de quem experimentou. Ninguém, jamais esqueceu um simples beijo de Rosinha de Ipioca.
Foi nessa época que Beto, um famoso arquiteto separou-se da mulher. Deixou-a com o filho no apartamento e foi morar com um amigo de infância. Bruno, solteirão, morava na praia de Ipioca para ter preservada sua intimidade de homossexual. Beto, apesar da amizade, nunca teve relacionamento sexual com Bruno, se respeitavam, eram amigos, muito amigos, quase irmãos.
Certa tarde de sábado Beto tomava cerveja com a namorada e convidados na varanda da casa. Teve uma alegre surpresa quando entrou aquela jovem com trouxa de roupa na cabeça. Rosa abriu a portinhola da frente sorrindo:
- Bruno!!!!!!Brunoca olha a roupa limpinha pra você sujar de novo!!!!
Seu sorriso enfeitiçou o novo morador. Beto acompanhou Rosa e ajudou a colocar a trouxa na cama. Rosinha ficou encantada com a gentileza daquele homem. Senhor educado, bonito, e gentil; uma raridade entre os homens conhecidos. O arquiteto acertou também, a lavagem de suas roupas.
Três semanas depois desse fato, Beto e Rosinha já dormiam juntos nos alvíssimos lençóis lavados e passados por Rosália. Foi a melhor época da vida Beto. Toda manhã ele partia para o trabalho no centro da cidade, retornava à noite, cansado, mas no fundo, na maior ansiedade de ter Rosa em seus braços. Vida encantadora, sem preconceitos, sem temores ou disputa de uma esposa impertinente e cobradora. Aliás, houve um bendito preconceito. Beto certa vez quis virar o disco, mas Rosa tinha verdadeiro pavor, dava, fazia tudo que quisesse, menos aquilo. Ele respeitou sua opinião, sua determinação. Rosa percebeu a frustração de Beto pela recusa. Na sexta-feira quando o arquiteto chegou do trabalho ávido em carinhos de seu amor, encontrou Rosa tomando cerveja com uma morena bonita na varanda da casa. Apresentou Gal com um sorriso maroto. Logo cochichou no seu ouvido:
- Você não gosta de ir por trás? Minha amiga Graça adora essa safadeza. Eu lhe trouxe de presente. Não me importo.
A partir desse dia Beto dormiu com as duas. Passou mais de um ano bígamo, aliás, ele dizia estar num paraíso, num sonho; interrompido quando viajou para um curso de quatro meses na França. Como quem vai pro ar perde o lugar, ao voltar, Rosinha havia se casado, já morava em Munique.
O romance de Rosa com o alemão Clémens iniciou no dia da vitória do pentacampeonato, depois do jogo Brasil 2 x 0 Alemanha. Alguns amigos foram para casa do simpático alemão apaixonado por Alagoas, morador e curtidor da praia de Riacho Doce, era também festa de despedida, ele estava voltando para sua terra. Clémens quando foi apresentado à Rosinha não só ficou encantado, disse para si mesmo que aquela menina era o amor de sua vida, apesar da diferença de idade. Amor fulminante. Dois meses depois ela viajou de mala e cuia para Munique; casaram-se. Nesses últimos quatro anos Rosa teve uma filha, e passa três meses por ano em Maceió matando a saudade da terra, da mãe que hoje mora num confortável apartamento na Jatiúca.
O destino fez com que o alemão recentemente comprasse uma enorme casa exposta à venda por um decadente comerciante à beira-mar em Ipioca. A mesma mansão do desvirginamento está passando por reformas. A família Clemens virá assistir em junho a Copa do Mundo da Alemanha pela televisão, curtir a praia de Ipioca e inaugurar a nova casa. O projeto da reforma e a administração da obra foram entregues a um amigo de Clemens, padrinho da filha, Rose de Munique, e ex-amor de Rosa, Beto, o arquiteto, que semana passada me passou essa bela história dos amores de Rosinha de Ipioca.
Caro Carlito
Impossível para mim transmitir via e.mail a emoção sentida em ver um singelo momento de nossa existência transformar-se numa crônica literária tão cheia de graça, de vida, e de sensualidade, e de outras tantas coisas que só você sabe dar à suas personagens.
Foi como um TESÃO JUVENIL, uma explosão de risos, ereção e lágrimas de alegria!
John Lennon escreveu uma canção (Beautiful Boy) para seu filho em que lhe dizia que "...a vida é aquilo que acontece com a gente quando estamos entretidos com outras coisas..."!
Muito Obrigado por traduzir Lennon para mim, e por me fazer compreender Neruda quando escreveu "Confesso que vivi!!".
de seu admirador e amigo,
"Beto", O Arquiteto de Rosa
carlitoplima@uol.com.br / www.capita.blogger.com.br / www.espia.blogger.com.br ARTES GRÁFICAS: ARQUITETA CAROLINA LIMA. COLABORAÇÃO: LEITORES "O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons."
Martin Luther King
OPINIÃO DE ÊNIO LINS
O governo paulista foi à cela do chefão, fez um acordo e o ataque dos bandidos foi suspenso. Valeu a pena? Do ponto de vista de quem estava levando tiro e não tinha chance de defesa, nem recebia orientações claras e eficientes para reagir, é um grande alívio. Mas do ponto de vista de quem se preocupa com o futuro, o acordo é uma ignomínia, um insulto à cidadania; na verdade o acordo é a confirmação da inação, incompetência e impotência do poder público frente ao crime organizado.
CONVERSANDO COM DRUMOND
O mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar... O mar é grande cabe na cama e no colchão de amar... O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar...C.D.A.
TRAVECO PODE USAR WC FEMININO
O 1º Juizado Especial de Nova Iguaçu (RJ) negou o pedido de indenização movido por uma cliente da Loja Riachuelo, que se sentiu ofendida pelo estabelecimento ter permitido que uma travesti usasse o provador feminino. O parecer foi do juiz Alexandre Guimarães, salientou que deve ser respeitado o direito a dignidade do ser humano e impedida a discriminação por orientação sexual. ¿O princípio da dignidade da pessoa humana assegura que, somente em hipóteses excepcionais, podem ser feitas limitações ao exercício dos direitos fundamentais, mas sempre sem que seja menosprezada a estima que merecem todos os seres humanos¿, disse Guimarães.
FELIZES PARCEIROS DE GISELE
Gisele Bündchen resolveu revelar mais do que suas estonteantes curvas, revelou detalhes da vida pessoal e...sexual. A moça fez as contas e revelou o número de homens com os quais teria dormido. "Transei só com 5 caras". A matemática de Gisele, segundo amigos de juventude, está errada, pelo número de namorados que teve desde menina.
Sobre o canal em concreto a ser construído no Loteamento Ilha Bela na APA de Santa Rita para que os donos do lotes possam chegar em suas casas a bordo de embarcações.
Roberto Lobo(FDA): O CEPRAM (Conselho Estadual de Proteção Ambiental) não pode autorizar nenhuma construção na APA (Área de Proteção Ambiental) da Ilha de Santa Rita antes da aprovação do Plano de Manejo. A lei é clara proíbe dragagem de canais na APA. Esse canal artificial tem o único objetivo de valorizar os lotes. Esse canal é uma aberração. Não entendo o interesse do governo nessa obra.
Márcio Barbosa(UFAL): Com o bombeamento das águas desse canal, vegetais e zooplânctons que formam a base da cadeia alimentar vão morrer causando sérios prejuízos para o meio ambiente. Abrindo precedente para construção desse canal, quem vai garantir que outros não serão implantados?
COSTUMES AMOROSOS: BEIJOS E BELISCÕES
Algumas práticas amorosas do passado estão fazendo sucesso até hoje. É o caso do beijo de língua usado normalmente pelos franceses que escandalizava a Europa. Já os beliscões que deixavam marcas no braço da mulher amada, prática trazida de Portugal, tornaram-se populares no Brasil no século XIX, não fazem mais sucesso. O brasileiro optou por outra cultura erótica: o alisado, e danou-se a cascavilhar os seios, as pernas, as coxas e o vulcão da mulher amada. Chamou de preliminares, expandiu das mãos para os lábios. Bem mais maneiro que beliscão, e deixa marca de amor apenas no coração da doce amada.
DICAS
JORNAL DA BESTA FUBANA¿ De Pernambuco para o mundo, o jornal do BERTO está uma beleza de bom humor e esculache. Mais um jornaleco nordestino na rede web. Quem quiser receber, via internet, é só pedir pelo e-mail: bertofilho@terra.com.br
(Republicado por incorreção)
ÊNIO LINS
Exposição de charges: O TRAÇO DE ÊNIO, foi adiada para o dia 23 maio ás 20 h. no auditório da Escola Superior de Magistratura ¿ Rua Cônego Machado 1061- Farol- Perto do CESMAC. IMPERDÍVEL!!
ENGENHOS DE MINHA TERRA
A mostra reúne 40 fotografias da incansável, bela e eclética mulher da cultura alagoana Leda Almeida. As imagens retratam a história dos engenhos de açúcar que foram por muito tempo o núcleo de produção de riqueza do Estado. Haverá sessão de degustação de produtos típicos dos engenhos: açúcar, rapadura e a nossa inefável cachaça. Vale sair bêbado. Museu Théo Brandão de 19/5 a 18/6. TEL: 3221-2651
GRAFOS E CROMOS
Na Galeria SESC - Centro, a exposição de Tchello D¿Barros explorando a pluralidade da geometria com formas e cores múltiplas. Mais de 100 infogravuras até o dia 23 de junho. Tel: 3326-3133
CINEMA
Cinema da arte no Iguatemi sexta às 21 h. e sábado às 10:30: O CLUBE DA LUA. Circuito normal, Cine-Farol e Iguatemi: O CÓDIGO DA VINCI. No Cine Cidade: MARIA BETHÃNIA: MÚSICA É PERFUME.
PALMAS
PARA A TRANSFORMAÇÃO DO PALÁCIO FLORIANO PEIXOTO (CONSTRUÍDO ENTRE 1893 E 1902) EM MUSEU E A ABERTURA PARA VISITAÇÃO PÚBILCA. O NOSSO PALÁCIO É UM ACERVO ARQUITETÔNICO DAS ALAGOAS COM BELÍSSIMOS MÓVEIS E PINTURAS VALIOSAS DE PINTORES ALAGOANOS COMO ROSALVO RIBEIRO. A SECRETARIA ESTADUAL DE CULTURA JÁ ESTÁ FUNCIONANDO TAMBÉM NO PALÁCIO-MUSEU. UM PRESENTE PARA A CULTURA E O TURISMO DAS ALAGOAS. VISITA PÚBLICA DE SEGUNDA À SABADO ENTRE 9:00 E 17:00.
VAIA
PARA A FALTA DE INFRA-ESTRUTURA DA CIDADE PARA SUPORTAR UMA CHUVA MAIS INTENSA. ALIÁS, NÃO É PRIVILÉGIO DE MACEIÓ, A MAIORIA DAS CIDADES BRASILEIRAS CARECE DAS OBRAS DE SANEAMENTO E GALERIA DE ÁGUA PLUVIAIS. A OCUPAÇÃO DE FAVELAS NAS ENCOSTAS, O CONSEQÜENTE DESMATAMENTO E O ACÚMULO DE LIXO SÃO AS PRINCIPAIS CAUSA DOS DESMONORAMENTOS E DO CAOS DA CIDADE EM DIA DE CHUVA. QUERO AQUI RESSSALTAR O EXCELENTE TRABALHO COMANDADO PELO ADRIANO AUGUSTO A FRENTE DA DEFESA CIVIL. MESMO SEM CONDIÇÕES ELE TEM UMA EQUIPE INCANSÁVEL NO TRABALHO